segunda-feira, 28 de março de 2011

Entenda a crise na Líbia - Protestos contra regime viraram guerra civil, e tropas ocidentais agiram.

Do G1, com agências internacionais

A Líbia foi o terceiro país da região conhecida como mundo árabe a enfrentar uma onda de revolta popular que pode culminar com o fim do regime do presidente, o ditador Muammar Kadhafi, no poder há quase 42 anos.


Antes da Líbia, a onda de protestos em países no Oriente Médio e norte da África, inspirados no levante que derrubou o presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, também provocou a renúncia do presidente do Egito, Hosni Mubarak, que estava havia 30 anos no poder. Os protestos se espalham também por Jordânia, Iêmen, Argélia, Mauritânia, Síria, Arábia Saudita, Bahrein, Marrocos, Sudão e Omã.
No caso da Líbia, os protestos iniciaram no leste do país, onde a popularidade do ditador é historicamente mais baixa.
As cidades de Benghazi, segunda maior do país e epicentro dos protestos, Tobruk e Derna, foram tomadas por oposicionistas. Mas cidades mais próximas à capital Trípoli, como Minsratah e Zawiya também ficaram sob controle dos rebeldes. O comando ficou na mão de "conselhos populares" que foram se formando ao longo dos últimos dias e depois se uniram em torno do Conselho Popular Líbio, com sede em Benghazi, no leste, foco dos protestos.
A dura repressão às manifestações provocou milhares de mortes, e a situação evoluiu praticamente para uma guerra civil.
Diversos países, liderados pelos EUA, começaram a protestar e a exigir a saída imediata de Kadhafi.
A ONU e organizações de direitos humanos relataram abusos e ataques a civis.
Em pronunciamentos transmitidos pela TV estatal líbia, Kadhafi disse que só deixará o país morto, “como um mártir”.
24/02/2011 22h47 - Atualizado em 20/03/2011 19h09
Do G1, com agências internacionais
A Líbia foi o terceiro país da região conhecida como mundo árabe a enfrentar uma onda de revolta popular que pode culminar com o fim do regime do presidente, o ditador Muammar Kadhafi, no poder há quase 42 anos.


Antes da Líbia, a onda de protestos em países no Oriente Médio e norte da África, inspirados no levante que derrubou o presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, também provocou a renúncia do presidente do Egito, Hosni Mubarak, que estava havia 30 anos no poder. Os protestos se espalham também por Jordânia, Iêmen, Argélia, Mauritânia, Síria, Arábia Saudita, Bahrein, Marrocos, Sudão e Omã.
Kadhafi em pronunciamento (Foto: AP)
Muammar Kadhafi durante pronunciamento na TV estatal (Foto: AP)
No caso da Líbia, os protestos iniciaram no leste do país, onde a popularidade do ditador é historicamente mais baixa.
As cidades de Benghazi, segunda maior do país e epicentro dos protestos, Tobruk e Derna, foram tomadas por oposicionistas. Mas cidades mais próximas à capital Trípoli, como Minsratah e Zawiya também ficaram sob controle dos rebeldes. O comando ficou na mão de "conselhos populares" que foram se formando ao longo dos últimos dias e depois se uniram em torno do Conselho Popular Líbio, com sede em Benghazi, no leste, foco dos protestos.
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A dura repressão às manifestações provocou milhares de mortes, e a situação evoluiu praticamente para uma guerra civil.
Diversos países, liderados pelos EUA, começaram a protestar e a exigir a saída imediata de Kadhafi.
A ONU e organizações de direitos humanos relataram abusos e ataques a civis.
Em pronunciamentos transmitidos pela TV estatal líbia, Kadhafi disse que só deixará o país morto, “como um mártir”.
Além disso, afirmou que os manifestantes antigoverno estão à serviço do líder da rede terrorista da al-Qaeda, Osama bin Laden, que estariam tomando drogas alucinógenas e sendo manipulados.
Em meio a protestos e manobras diplomáticas da comunidade internacional, tropas leais a Kadhafi deram o troco aos rebeldes em diversas frentes, recuperando terreno.
Em 17 de março, o Conselho de Segurança da ONU exigiu um cessar-fogo imediato e autorizou o uso de forças militares contra o regime líbio.
As operações militares, com EUA, Reino Unido, França, Itália e Canadá à frente, começaram dois dias depois.
Golpe levou ao poderKadhafi está no poder desde que derrubou o rei Idris I, em 1969, em um golpe de estado sem derramamento de sangue, quando tinha 27 anos. Em 1977, ele criou o conceito de “Jamahiriya” ou “Estado das massas”, em que o poder é exercido através de milhares de “comitês populares”.
Seu “Livro Verde”, que costuma ler durante os discursos e serve de Constituição do país, foi publicado nos anos 70 e resume seu sistema de “democracia islâmica”, apresentada como uma alternativa nacional ao socialismo e ao capitalismo, combinada com aspectos do islamismo.
Com fama de extravagante e nacionalista, o ditador líbio costuma dormir em uma barraca beduína durante suas viagens internacionais e não dispensa a sua guarda feminina, entre as quais, segundo despachos vazados pelo WikiLeaks, uma “voluptuosa loira” que o acompanha em todos os deslocamentos.
Exotismos à parte, foi um político habilidoso em tirar o país do isolamento diplomático na última década. Nos anos 1980, seu regime apoiou grupos terroristas como o Setembro Negro, que assassinou atletas israelenses nas Olimpíadas de Munique e o grupo separatista basco ETA, acusado de centenas de mortes na Espanha.


Kadhafi também negou a extradição do terrorista líbio Abdel Basset al Megrahi, que em 1988 foi acusado de colocar uma bomba num voo da PanAm que explodiu na Escócia, matando 270 pessoas.


Nos anos 1990, assumiu responsabilidade pelo ataque ao voo e pagou indenização aos familiares das vítimas, pondo fim a anos de sanções da ONU (Organização das Nações Unidas). Em 2003, foi tirado da relação de países com ligações com terroristas pelo então presidente dos EUA, George W. Bush.


Em 2008, a ONU aceitou que o país participasse do Conselho de Segurança como membro não permanente e em 2010 a Líbia foi eleita para o Conselho de Direitos Humanos da organização -do qual foi afastado depois do início da repressão aos rebeldes.


Economia
O fim do isolamento também impulsionou ainda a economia do país, atraindo investidores estrangeiros e grandes petroleiras, como a BP e a Exxon Mobil. Algumas destas empresas já estão retirando funcionários do país.
Analistas temem que a intensificação dos protestos possa interromper o fornecimento de petróleo e gás natural para países europeus, o que poderia provocar uma crise com potencial para desestabilizar a economia global.
Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Líbia cresceu 10,6% ano passado, e a previsão é de que venha a crescer cerca de 6,2% em 2011. Mas uma das principais razões por trás dos protestos é que essa riqueza não está chegando à população.
Cerca de um terço dos líbios vive na pobreza. Alguns dos problemas apontados pelos manifestantes que pedem o fim do regime de Kadhafi sãos os mesmos dos jovens egípcios: alto desemprego, alto preço dos alimentos, importação da maior parte dos alimentos necessários ao abastecimento e gastos exorbitantes com arsenal militar.



















segunda-feira, 21 de março de 2011

Imagens de Obama no Brasil 19 e 29 de março de 2011

Discurso de Barack Obama- Rio de Janeiro 20 de março de 2011

Alô, Rio de Janeiro.
Alô, Cidade Maravilhosa.
Boa tarde, todo o povo brasileiro.
Desde o momento em que chegamos o povo desta nação tem gentilmente mostrado à minha família o calor e a generosidade do espírito brasileiro, obrigado. Quero agradecer a todos por estarem aqui, pois me disseram que há um jogo do Vasco ou do Botafogo... Eu sei que os brasileiros não abrem mão de seu futebol tão facilmente.
Uma das primeiras impressões que tive do Brasil veio de um filme que vi com minha mãe quando eu era muito pequeno. Um filme chamado "Orfeu negro", que se passava nas favelas durante o carnaval. E minha mãe adorava aquele filme, tinha música e dança e como pano de fundo, os lindos morros verdes. Esse filme estreou primeiramente como uma peça bem aqui, no Theatro Municipal.
Minha mãe já faleceu, mas ela jamais imaginaria que a primeira viagem de seu filho ao Brasil seria como presidente dos EUA. Ela jamais imaginaria isso. E eu jamais imaginaria que este país seria ainda mais bonito do que no filme. Vocês são, como cantor Jorge Benjor diz, “um país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza”.
Vi essa beleza nas encostas dos morros, nas infindáveis milhas de areia e oceano e nas vibrantes e diversificadas multidões de brasileiros que vieram aqui hoje. E nós temos um grupo maravilhosamente misturado: cariocas, paulistas, baianos, mineiros. Temos homens e mulheres das cidades até o interior e tanta gente jovem aqui, que são o grande futuro desta grande nação.
Ontem tive um encontro com sua maravilhosa nova presidente, Dilma Rousseff, e conversamos sobre como fortalecer a parceria entre nossos governos. Mas hoje quero falar diretamente com o povo brasileiro sobre como podemos fortalecer a amizade entre nossos países. Vim aqui para compartilhar algumas ideias, pois quero falar sobre os valores que compartilhamos, as esperanças que temos em comum e a diferença que podemos fazer juntos.
Se você parar para pensar, as jornadas dos EUA e do Brasil começaram de formas parecidas. São duas terras com abundantes recursos naturais, terras natais de povos indígenas antiquíssimos. As Américas foram descobertas por homens que vieram do outro lado do oceano como um “novo mundo” e colonizadas pelos pioneiros que ampliaram os territórios rumo ao Oeste atravessando imensas fronteiras. Nos tornamos colônias dominadas por coroas distantes, mas logo declaramos nossa independência e em seguida recebemos grandes quantidades de imigrantes em nossas costas e mais tarde, depois de muita luta, limpamos a mancha da escravidão de nossas terras.
Os EUA foram a 1ª nação a reconhecer a independência do Brasil e a 1ª a estabelecer um posto diplomático neste país. O primeiro líder de um país a visitar os EUA foi Dom Pedro II. Na Segunda Guerra Mundial nossos corajosos homens e mulheres lutaram lado a lado pela liberdade. E depois da guerra, nossas duas nações lutaram para conseguir as bênçãos plenas da liberdade.
Nas ruas dos EUA, homens e mulheres marcharam e sangraram e alguns até morreram para que todos os cidadãos pudessem usufruir das mesmas liberdades e oportunidades, não importa como fosse sua aparência, não importa de onde você viesse. No Brasil vocês lutaram contra duas décadas de ditadura , lutando pelo mesmo direito de ser ouvidos, o direito de ser livres, livres do medo, livres da necessidade. E mesmo assim, durante anos, a democracia e o desenvolvimento demoraram a se estabelecer e milhões sofreram por causa disso.


Mas venho aqui hoje porque esses dias passaram. Hoje o Brasil é uma democracia desabrochando, um lugar onde as pessoas são livres para falar o que pensam e escolher seus líderes e onde um garoto pobre de Pernambuco pode sair de uma fábrica de cobre e chegar ao gabinete mais elevado no país. Na última década, o progresso feito pelo povo brasileiro inspirou o mundo.
Pois hoje metade deste país é considerado classe média. Milhões foram retirados da pobreza. Pela primeira vez a esperança está voltando a lugares onde antes prevalecia o medo. Eu vi isso hoje, quando visitei a Cidade de Deus. Não se trata apenas dos novos esforços com segurança e programas sociais. E quero dar os parabéns ao prefeito e ao governador pelo excelente trabalho que estão fazendo. Mas também é uma mudança de atitude.
Como um jovem morador disse, as pessoas não devem olhar a favela com pena, mas como uma fonte de presidentes, advogados, médicos, artistas e pessoas com soluções. A cada dia que passa, o Brasil é um país com mais soluções. Na comunidade global vocês passaram de contar com o ajuda de outros países a agora ajudar a lutar contra a pobreza e a doença onde quer que elas existam.
Vocês desempenham um papel importante nas instituições globais ao promover nossa segurança como um todo e nossa prosperidade como um todo. E vocês receberão o mundo em seu país quando a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos vierem ao Rio de Janeiro. Vocês sabem que esta cidade não foi minha primeira escolha para os jogos olímpicos, mas, se os jogos não pudessem ser realizados em Chicago, não tem lugar em que eu gostaria mais de vê-los do que aqui no Rio.
Por isso pretendo voltar em 2016 para ver o que acontece. O Brasil foi durante muito tempo um país cheio de potencial, mas atrasado pela política, tanto aqui quanto no exterior. Durante muito tempo o Brasil foi o “país do futuro” e disseram para que ele esperasse pelos dias melhores que viriam em breve. Meus amigos, este dia finalmente chegou. Este não é mais o “país do futuro”, as pessoas do Brasil devem saber que o futuro já chegou e está aqui agora. É hora de tomar posse dele.
Nossos países nem sempre concordaram em tudo. E assim como ocorre com muitos nações, teremos nossas diferenças de opinião ao avançar. Mas estou aqui para lhes dizer que o povo americano não apenas reconhece o sucesso do Brasil, nós torcemos pelo sucesso do Brasil enquanto vocês confrontam os muitos desafios que ainda enfrentam em casa e no exterior, vamos ficar juntos, não são como parceiros sênior e júnior, mas como parceiros iguais, unidos pelo espírito do interesse comum e do respeito mútuo, comprometidos para com o progresso que sei que podermos fazer juntos.
Tenho certeza de que podemos fazer isso. Juntos, podemos aumentar nossa prosperidade em comum. Sendo duas das maiores economias do mundo, trabalhamos lado a lado durante a crise financeira para restaurar o crescimento e confiança. E para manter nossas economias crescendo, sabemos do que é necessário em ambas as nações. Precisamos de uma força de trabalho capacitada e é por isso empresas brasileiras e americanas assumiram um compromisso de aumentar o intercâmbio de estudantes entre nossas nações.
Precisamos de um compromisso com a inovação e a tecnologia, por isso concordamos em aumentar a cooperação entre nossos cientistas, pesquisadores e engenheiros. Precisamos de infra estrutura da mais alta qualidade e por isso as empresas americanas também querem ajudá-los a construir e preparar o a cidade para o sucesso olímpico. Numa economia globalizada, os EUA e o Brasil deveriam expandir o comércio, expandir investimentos, de modo a criar novos empregos e novas oportunidades em ambas nossas nações por isso estamos trabalhando para derrubar barreiras para fazer negócios.
Por isso estamos criando relacionamentos mais próximos entre nossos trabalhadores e nossos empreendedores. Juntos também podemos trabalhar pela segurança da energia e proteger nosso lindo planeta.
Sendo dois países comprometidos com economias mais verdes, sabemos que a solução definitiva ao desafio da energia virá da criação de fontes de energias limpas e renováveis. Por isso a metade dos carros daqui podem circular com biocombustível e a maior parte de sua eletricidade vem de hidroelétricas. E por isso também demos início a uma nova indústria limpa de energia nos EUA. Por isso os EUA e o Brasil estão criando novas parcerias na área de energia, para compartilhar, criar novos empregos e deixar para nosso filhos um mundo mais limpo e mais seguro do que encontramos.
Juntas, nossas duas nações também podem ajudar a defender a segurança de nosso cidadãos. Estamos trabalhando juntos para deter o narcotráfico que destruiu vidas demais neste hemisfério. Buscamos o objetivo de um mundo sem armas nucleares. Estamos trabalhando juntos para aumentar nossa segurança ente hemisférios. Da África ao Haiti, estamos trabalhando lado a lado para combater a fome, doença e corrupção que podem apodrecer uma sociedade e roubar seres humanos de sua dignidade e oportunidades.
Sendo dois países que foram tão enriquecidos pela herança africana, é vital que trabalhemos juntos com o continente africano para ajudá-lo a se erguer. É algo que devemos nos comprometer a fazer, juntos. Hoje também estamos dando apoio e ajuda ao povo japonês em sua maior hora de necessidade. Os laços que unem nossa nação ao Japão são fortes. O Brasil é o lar da maior população japonesa fora do Japão. Nos EUA, solidificamos uma aliança com eles que já tem mais de 60 anos.
Os japoneses são alguns de nossos amigos mais próximos e ficaremos ao lado deles, rezaremos com eles e reconstruiremos com eles até que essa crise esteja terminada. Nestes e em outros esforços para promover paz e prosperidade no mundo todo, os EUA e o Brasil são parceiros não apenas porque compartilhamos história ou por estarmos no mesmo hemisfério, não apenas por compartilharmos laços de comércio e cultura, mas também porque compartilhamos de valores e ideais duradouros.
Ambos acreditamos no poder e na promessa da democracia, acreditamos que nenhuma forma de governo é mais eficaz na promoção de crescimento e prosperidade que alcança todo ser humano, não apenas alguns, mas todos. E aqueles que discordam dizendo que a democracia atrapalha o crescimento econômico devem argumentar com o exemplo do Brasil. Com os milhões que subiram da pobreza para a classe média não o fizeram numa economia fechada controlada pelo estado, mas o fizeram como um povo livre, com mercados livres e um governo que responde a seus cidadãos.
Vocês são a prova de que justiça social e inclusão social podem ser melhor conquistadas por meio da liberdade e que a democracia é a maior parceira do progresso humano. Também acreditamos que em países tão grandes e diversos quanto os nossos, moldados por gerações de imigrantes de todas as raças, fés e culturas, a democracia dá a maior esperança de que todos os cidadãos sejam tratados com dignidade e respeito. E que podemos resolver nossas diferenças pacificamente e encontrar força em nossa diversidade.
Nós sabemos nos EUA como é importante poder trabalhar juntos, mesmo quando  discordamos. Entendo que a forma de governo que escolhemos pode ser lenta e confusa. Entendemos que a democracia precisa ser fortalecida e aperfeiçoada com o tempo. Sabemos que diferentes países escolhem caminhos diferentes para atingir a promessa da democracia. E entendemos que nenhum país deve impor sua vontade sobre outro.
Mas também sabemos que existem certas aspirações compartilhadas por todo ser humano. Todos queremos ser livres, queremos ser ouvidos, todos ansiamos por viver sem medo ou discriminação. Todos queremos escolher como seremos governados. Todos querem moldar seu próprio destino. Esses não são ideais americanos ou ideais brasileiros, não são ideais ocidentais, são direitos universais. E devemos apoiá-los em toda parte. Hoje estamos vendo a luta por esses direitos acontecendo no Oriente Médio e no Norte da África.
Vimos uma revolução nascer de um anseio por dignidade humana básica na Tunísia e vimos manifestantes pacíficos, homens e mulheres, jovens e velhos, cristão e muçulmanos, ocupando  praça Tahir e vimos o povo da Líbia se defendendo corajosamente contra um regime determinado a tratar com brutalidade seus próprios cidadãos. Em toda parte vimos jovens se erguendo. Uma nova geração exigindo o direito de determinar seu próprio futuro.
Desde o início deixamos claro que a mudança que buscam devem ser impulsionadas pelo seu próprio povo. Mas para nossos dois países, para os EUA e para o Brasil – duas nações que passaram muitas gerações lutando para aperfeiçoar suas próprias democracias – os EUA e o Brasil sabem que o futuro de nosso mundo era determinado pelo seu povo. Ninguém pode dizer ao certo como essa mudança terminará. Mas eu sei que mudança não é algo que devemos temer.
Quando os jovens insistem que as correntes da História estão se movendo, a carga do passado pode ser apagada. Quando homens e mulheres exigem pacificamente seus direitos humanos  nossa humanidade em comum é acentuada. Onde quer que a luz da liberdade seja acesa, o mundo se torna um mais luminoso.
Esse é o exemplo do Brasil. Esse é o exemplo do Brasil. Brasil, um país que prova que uma ditadura pode se tornar uma próspera democracia. Brasil, um país que mostra que a democracia entrega liberdade e oportunidade a seu povo. Brasil, um país que mostra que um grito por mudanças vindo das ruas pode mudar uma cidade, mudar um país, mudar o mundo. Há décadas, foi aqui fora, na praça da Cinelândia, o grito por mudança foi ouvido aqui, estudantes e artistas e políticos de todas as correntes ergueram faixas que diziam “abaixo a ditadura”, as pessoas no poder.
Suas aspirações democráticas não seriam realizadas ainda por muito tempo. Mas um dos jovens brasileiros envolvidos naquele movimento iria mudar para sempre a história deste país. A filha de um imigrante. Sua participação no movimento fez com que fosse presa e torturada por seu próprio governo. Ela sabe o que é viver sem seus direitos mais básicos pelos quais tantos lutam hoje. Mas ela também sabe o que é perseverar. Ela sabe o que é triunfar. Porque hoje é ela é a presidente de seu país, Dilma Rousseff.
Nossos dois países enfrentam muitos desafios. Na estrada à nossa frente, com certeza encontraremos muitos obstáculos. Mas no fim, é nossa história que nos dá esperança para um amanhã melhor. É o conhecimento de que os homens e mulheres que vieram antes de nós superaram desafios maiores que estes e que vivemos em lugares em que pessoas comuns fizeram coisas extraordinárias.
Esse senso de possibilidade e de otimismo que primeiro atraiu pioneiros a este mundo. E isso une nossas nações como parceiros nesse novo século. por isso acreditamos nas palavras de Paulo Coelho, um de seus mais famosos escritores, que "com a força de nosso amor e nossa vontade podemos mudar nosso destino. E também o destino de muitos outros”.
Muito obrigado. E que Deus abençoe nossas duas nações.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Atividade de História do Piauí - 1º ano - Ensino Médio -III

1) Sobre os desbravadores do Piauí , analise as proposições, e marque a seqüência dos itens corretos .
I- Sofriam constantes ataques dos índios, dos quais estes, Mafrense, seu irmão e Francisco dias D’Ávila, organizaram bandeiras em perseguição aos indígenas no que lhes favoreceram descobrir terras férteis no vale do Canidé e seus afluentes .
II- Receberam as primeiras sesmarias no Piauí doadas pelo governador de Pernambuco em 1676.
III- O titulo de pioneiro no desbravamento do Piauí é disputado pelos padres jesuítas e Domingos Jorge Velho
IV- Mafrense é considerado o primeiro desbravador do Piauí por ser o primeiro a ocupar definitivamente o solo do Piauí, ao contrario de outros exploradores que somente por aqui passaram sem fixar-se
a (  ) somente I e II           
b (  ) somente I e III
c (  ) somente II e III
d (  ) somente III e IV
e (  ) somente I, II e IV

2) Sobre os jesuítas no Piauí, é incorreto afirmar:
a (  ) Tinham como principal foco a evangelização indígena, com base nos princípios da fé católica
b (  ) O trabalho de difusão da fé, por eles realizados só foi realmente possível com a fundação da Missão de São Francisco Xavier em 1656
c (  ) Incentivavam os fazendeiros a erguerem templos de oração ou reformarem suas igrejas afim de legitimar seu trabalho de difusão da fé católica em território piauiense
d (  ) Juntamente com Domingos Afonso Mafrense, foram os primeiros a desbravar o Piauí, fundando o primeiro núcleo populacional e a primeira capela sob a invocação de Nossa Senhora da Vitória
e (  ) Em Piracuruca fundaram um seminário para educação dos filhos dos fazendeiros

3) A cerca da evolução histórica do Piauí, marque V ou F para os itens abaixo.
( )  Podemos dizer que a Capitania do Piauí é originaria de uma fazenda fundada por Domingos Afonso Mafrense
(  ) A primeira freguesia do Piauí foi a de Nossa Senhora Mãe da Divina Graça
(  ) Através da Carta Régia de 30 de junho de 1712 a freguesia de Nossa Senhora da Vitória foi elevada a condição de vila, com a denominação de Mocha
(  ) A Vila da Mocha posteriormente tornar-se ia Oeiras, primeira capital do Piauí  
(  ) A capitania do Piauí, recebeu a denominação de são José do Piauí, em honra a D. José I, rei de Portugal

4) Foi o primeiro governador do Piauí do qual uma de suas primeiras medidas foi confiscar os bens dos jesuítas e os expulsar da Capitania.
O texto faz referencia a:
a (  ) Marquês de Pombal
b (  ) João Pereira Caldas
c (  ) Domingos Afonso Mafrense     
d (  ) D. João de Amorim Pereira
e (  ) Francisco Dias D’Ávila

5) Relacione corretamente as colunas:
(1) Domingos Afonso Mafrense    
(2) Domingos Jorge Velho

(  ) Foi um bandeirante paulista, contratado para exterminar o Quilombo dos Palmares
(  ) Deixou uma expressiva porção de sua fortuna à Companhia de Jesus
(  ) Era português e uma de suas fazendas deu origem à Vila da Mocha
( ) Alguns escritores não o consideram o pioneiro no desbravamento do Piauí, por não ter ocupado definitivamente o solo piauiense, assim como Mafrense
A seqüência correta é:
a (  ) 2.1.1.2
b (  ) 2.1.2.1
c (  ) 2.2.1.1
d (  ) 2.2.2.1
e (  ) 1.1.1.2

6) Como culturas de fator econômico desenvolvidas no governo de D. João de Amorim Pereira, podemos destacar:
a (  ) Somente a exploração do salitre e outros minerais
b (  ) Somente o algodão e o fumo, e iniciou-se a cultura da cana-de-açúcar
c (  )Somente o feijão, o milho e a cana-de-açúcar 
d (  ) Somente o arroz e a exploração do mármore
e (  ) Somente as alternativas a e b, pois ambas se completam

7) O governador João Pereira Caldas instalou no ano de 1762 as primeiras vilas no território piauiense. As mencionadas vilas foram:      
a (  ) Parnaguá, Jaicós, Valença, Marvão, Campo Maior, Parnaíba
b (  ) Parnaguá, Jerumenha, Valença, Marvão, Campo Maior, Parnaíba
c (  ) Parnaíba, Marvão, Campo Maior, Marvão, Valença, Jerumenha, Corrente
d (  ) Buriti dos Lopes, Campo Maior, Marvão, Valença, Jerumenha, Parnaíba
e (  ) Parnaíba, Campo Maior, Valença, Jerumenha, Parnaguá,

8) Foi bandeirante paulista, preador de índio, criador de gado no Piauí, e no final de sua vida empreendeu a destruição dos Quilombos dos Palmares.
a (  ) Bartolomeu B. Silva
b (  ) Fernão Dias Paes 
c (  ) Antonio Raposo Tavares
d (  ) Domingos Jorge Velho
e (  ) Borba Gato

9) Que fatores contribuíram para que Oeiras perdesse a condição de Capital do Piauí. Identifique-os.
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10) Explique as controvérsias existentes acerca do desbravamento do Piauí.
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GABARITO



1-E
3- V,F,V,V,V
5- 2,1,1,2
7-B
2-D
4-B
6-E
8-D



BOA SORTE




Atividade de História do Piauí - 1º ano do Ensino Médio- II


1) Analise as proposições:
I-No Piauí foram encontradas, pinturas rupestres, pedras lascadas e também restos de fogueiras com aproximadamente 60 mil anos.
II- As primeiras noticias dos vestígios arqueológicos no Piauí surgiram em 1963, quando o Prefeito de São Raimundo Nonato procurou o Museu Paulista para mostrar fotografias de pinturas rupestres de sua região.
III- A comunidade científica internacional considera os vestígios encontrados em São Raimundo Nonato como legítimo, pois junto a eles também foram encontrados restos de ossos humanos
A ordem dos itens corretos é:
a (  ) II e III                                            d (  ) somente a I
b (  ) I e II                                              e (  ) somente a II
c (  ) I e II

2) A pintura que aparece abaixo, existente no Parque Nacional da Serra da Capivara (Piauí), integram nosso patrimônio cultural e representam o registro de cenas vividas, há muitos séculos, pelo homem que habitava o que hoje é o território brasileiro.


Esse tipo de manifestação, chamada de pintura rupestre, era realizada:
a (  ) No solo arenoso do litoral
b (  ) No interior das cavernas, desenhadas na rocha
c (  ) Por todo o caminho percorrido pelo homem
d (  ) somente nas áreas externas aos locais habitados
e (  ) H. D. A.

3- Depois dessas primeiras comunidades pré - históricas, as noticias que temos de outros habitantes das nossas terras foram:
a (  ) Os bandeirantes
b (  ) Os alemães
c (  ) Os índios
d (  ) Os portugueses
e (  ) Os franceses

4) Após o descobrimento do Brasil, o primeiro navegante que entrou em contato como Piauí foi:
a (  ) Nicolau de Rezende
b (  ) Padre Antonio Vieira
c (  ) André Vidal de Negreiros
d (  ) Martim Soares Moreno
e (  ) Francisco Pinto

5) Os primeiros criadores de gado que vieram da Bahia para o Piauí ainda no século XVII, eram em sua maioria ligados :
a (  ) Ao governador Duarte Coelho
b (  ) a Casa da Torre de Garcia d’Ávila
c (  ) Aos padres jesuítas do colégio da Bahia
d (  ) A donatários do Recôncavo cansados das secas do agreste
e (  ) A mineradores de Salvador

6) Sobre a origem do nome Piauí, podemos afirmar que:
a (  ) É de origem portuguesa
b (  ) É de origem espanhola
c (  ) É de origem indígena
d (  ) É de origem francesa
e (  ) É de origem européia

7) Em relação a domingos Afonso Mafrense NÃO  é correto dizer .
a (  ) Foi o principal personagem da colonização do Piauí
b (  ) Recebeu o título de Príncipe dos Pastores do Piauí
c (  ) Era sócio de Francisco Dias d’ Ávila, onde juntos fundaram inúmeras fazendas de gado pelo Sul do território piauiense
d (  ) Era também conhecido como Domingos Afonso Sertão
e (  ) Recebeu a primeira sesmaria no Piauí, do qual fundou sua primeira fazenda de gado, chamada Casa da Torre

8) Sobre a ocupação das terras do Piauí, marque V para verdadeiro e F para falso
(  ) Se deu pela concessão de sesmaria, processo que caracterizou o período colonial brasileiro
(  ) O território piauiense foi ocupado do interior para o litoral
(  ) A primeira sesmaria no Piauí foi concedida a Domingos Jorge Velho 
(  ) Os critério para a doação de terras eram o prestígio social e o poder político dos fazendeiros

9) Sobre a chegada do homem pré- histórico na América, pode –se afirmar
a (  ) A América foi o único continente a ser habitado pelo homem pré – histórico, tendo este chegado aqui, por volta de 12 000 anos atrás, segundo as recentes pesquisas realizadas em território piauiense
b (  ) Pesquisas realizadas na Toca do Boqueirão sudeste do Piauí, revela a presença do Homo Erectus neste continente a pelos menos 50 000 anos. 
c (  ) Pesquisas realizadas em São Raimundo Nonato põem em dúvida a teoria tradicional sobre a chegada do homo sapiens na América ao constatar vestígios da presença humana com uma datação equivalente a 50 000 anos atrás
d (  ) Uma das dificuldades de afirmação da teoria da antropóloga Niède Guidon sobre a chegada do homem sapiens a América, que a mesma não encontra sustentação em recentes descobertas realizadas em outras partes da América
e (  ) As pesqueiras arqueológicas no Piauí não conseguiram localizar nenhum vestígio humano anterior ao período datado pela teoria tradicional sobre a chegada do homem na América. Continua aceita a teoria que situa esse evento por volta de 35 000 anos atrás .

10) Fale um pouco sobre a origem do nome Piauí .
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________             

    
Boa Sorte
GABARITO:
1- b
3-c
5-b
7-e
9-c
2-b
4-a
6-c
8-V,V,F,V








domingo, 13 de março de 2011

Terremoto no Japão - março 2011

Um forte terremoto de magnitude 8,9 atingiu nesta sexta-feira (11) a costa nordeste do Japão, segundo o Serviço Geológico dos EUA (USGS), matando ao menos 60 pessoas no país e gerando um tsunami (onda gigante com potencial destrutivo) que ameaça países da costa do Oceano Pacífico.
Para ler notícias atualizadas sobre o terremoto no Japão, veja a página "Tsunami no Pacífico".
O tremor foi o 7º pior da história, segundo a agência americana, e também o pior já registrado na história do Japão.

Imagens de TVs locais mostram que o abalo provocou um tsunami, que alcançou áreas da cidade japonesa de Sendai. Carros e barcos foram arrastados, em imagens impressionantes. Um vídeo da TV local mostrou a onda gigante arrastando carros em sua chegada à costa
Logo após o tremor, um alerta para ondas de até seis metros de altura foi emitido no país. O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico, agência americana, também emitiu um alerta para vários países, de onda de até dez metros. Vários governos emitiram alertas e alguns ordenaram a retirada de moradores de áreas costeiras.
Ondas "pequenas" atingiram as Filipinas horas depois do terremoto, informou o sismólogo chefe do país.
A Indonésia também informou que não houve danos na chegada das ondas, e o governo levantou o alerta. A ilha de Guam, território americano do Pacífico, já levantou o alerta.
As ondas alcançaram 1,5 metro nas ilhas Midway, segundo o centro. A estação de monitoração disse que era impossível prever a altura das ondas que já começavam a chegar ao Havaí, segundo a TV local.
60 mortes no Japão
A Polícia Nacional afirmou que pelo menos 60 pessoas morreram, 56 estavam desaparecidas e 241 ficaram feridas, mas os danos eram tão grandes que iria demorar para se ter uma cifra definitiva. A imprensa local fala em muitas mais mortes registradas. A agência semioficial Jiji Press relatava que entre 200 e 300 corpos foram achados na costa da cidade de Sendai.
Ainda não havia informações sobre vítimas brasileiras, segundo o embaixador do Brasil no país. Moram na região próxima ao epicentro pelo menos 17 mil brasileiros, segundo a embaixada, que colocou à disposição telefones para informações.
O tremor teve epicentro no Oceano Pacífico a 130 km da península de Ojika, no Japão, a uma profundidade de 24 km, considerada baixa.
Ele ocorreu às 14h46 (hora local, 2h46 de Brasília) e foi seguido por pelo menos outros 52 fortes tremores de magnitude superior a 5, segundo o USGS, agência americana que monitora e estuda tremores pelo mundo. O governo japonês emitiu um alerta sobre o risco de fortes réplicas.
Premiê pede calma
O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, qualificou como "grandes" os danos causados pelo abalo. Kan pediu "calma" à população. Ele estava no Parlamento na hora do tremor.
Foram registrados incêndios em pelo menos 80 lugares, segundo a agência Kyodo.


O terremoto sacudiu com força os edifícios de Tóquio. Alarmes foram disparados nos prédios, houve correria, e as linhas telefônicas ficaram bloqueadas.
O Shinkansen, o trem-bala da capital japonesa, e os dois principais aeroportos ficaram temporariamente fechados
As autoridades japonesas pediram aos moradores da capital que fiquem no centro da cidade e que não tentem chegar a suas casas se vivem nos arredores. O transporte coletivo entrou em colapso na capital.
A parede de água entrou quilômetros adentro pela costa da ilha de Honshu, arrastando casas e transformando os portos em cenários de desoladora devastação.
Nas áreas rurais próximas, a onda varreu as frágeis casas de madeira como se fossem de papel, e em questão de minutos devorou centenas de hectares de plantações.
Em Aomori, no extremo norte da ilha, pelo menos cinco embarcações grandes, algumas emborcadas de cabeça para baixo, foram levadas pelas águas.
Algumas foram paradas por árvores, outras, por conjuntos de lojas ou barreiras marítimas.
Em Ibaraki, era possível ver do alto grandes casas flutuando pela enchente, cercadas por dezenas de carros.
Um navio com 100 pessoas a bordo foi virado pelo tsunami na costa, segundo a agência Kyodo. Ainda não se sabia o destino dos passageiros
As autoriades japonesas disseram que um trem de passageiros desapareceu depois da passagem do tsunami, informou a Kyodo.
O trem da East Japan Railway Co. se encontrava perto da estação de Nobiru, no percurso que liga Sendai a Ishinomaki, quando ocorreu o violento terremoto.


FONTE: GI MUNDO