sábado, 31 de março de 2012

A EDUCAÇÃO COMO UM CAMPO DE LEGALIDADE E DA ÉTICA - pg. 2

humano, este adquire no convívio com a família, na rua, no trabalho, no seu grupo religioso, na escola, etc.
 A educação adquire papel de destaque neste sentido ao cumprir a sua função de formação humana. Logo a ética inserida na educação desenvolve no indivíduo a capacidade de estabelecer relações entre esses conhecimentos e habilidades, orientando-o para a prática da cidadania.
            A escola como lócus do conhecimento apropriado pela humanidade, dispõe de um ambiente favorável para a construção deste processo ético. No entanto, certas condutas e comportamentos mostram um grau de distanciamento entre ética e educação, quando, por exemplo, a comunidade não puder escolher seu próprio diretor materializado pela indicação política como colocado acima. Para uma formação ética significativa é preciso exemplos de conduta positivas que reflita em mudanças de comportamentos no meio social ao longo de toda a vida do homem.      
            Tais condutas amorais, a usurpação de direitos e a marginalização no espaço democrático levam a desigualdade social. A clientela da educação pública em nosso país é um exemplo, pois em sua maioria é proveniente de classes baixas: trabalhadores braçais, assalariados. Clientela esta, que têm entre suas principais características a falta de informação, pois não teve oportunidades de acesso a educação. Isso reflete na não participação ativa na vida da escola e dos filhos como um todo,  materializando na degradação da escola pública e familiar.     
            Para se romper ou ao menos amenizar as desigualdades sociais existentes nos diferentes campos da sociedade em especial na educação, é preciso mergulhar na discussão sobre condutas e valores que demanda os anseios da sociedade: violência, corrupção, egoísmo, solidariedade podem está no foco da criação e implementação de projetos que venham concretizar-se em ações para a sociedade. Para tanto, o educador enquanto símbolo transformador de um meio social, deverá primeiramente avaliar-se criticamente a cerca de suas ações e condutas, visto que  estas poderão refletir positivamente ou negativamente perante a comunidade. 
            Por fim, para que uma educação emancipadora  e igualitária se faça presente nas nossas escolas, é preciso romper com o clientelismo e os interesses individuais ali presentes, levando a todos a refletir que o público pertence a todos incondicionalmente  e que posturas privadas só vem a afastar ainda mais a participação da sociedade do processo democrático.             












    

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