segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

CULTURA E IDENTIDADE: COMUNICAÇÃO PARA A IGUALDADE ÉTNICO-RACIAL

q  Lei Nº. 10.639/03
q   Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro – Brasileira. 
q   Lei Nº. 11.645/08
q   Altera a Lei nº. 9394/96 modificada pela lei 10.639/03, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro – Brasileira e indígena”.
q  RAÇA: 
Refere-se ao âmbito biológico - referindo-se a seres humanos, é um termo que foi utililizado historicamente para identificar categorias humanas socialmente definidas. As diferenças mais comuns referem-se à cor de pele, tipo de cabelo, conformação facial e cranial, ancestralidade e genética.

q  ETNIA:
Refere-se ao âmbito cultural - um grupo étnico é uma comunidade humana definida por afinidades lingüísticas e culturais e semelhanças genéticas, bem como seu modo de viver e costumes. Estas comunidades geralmente reclamam para sí uma estrutura social, política e territorial.

q  RACISMO:
q  Crença segundo a qual as capacidades humanas são determinadas pela raça ou origem étnica, muitas vezes expressa na forma de uma afirmação de superioridade de uma raça ou grupo sobre os outros. 
 É uma ideologia que postula a existência de hierarquia entre os grupos humanos.

q  ORIGENS/ANTENCEDENTES
q  NA Grécia antiga tinha como certo e definido que todos aqueles que não pertencessem à sua raça eram classificados como bárbaros.
q  ARISTÓTELES:
q   (...)  algumas pessoas nascem naturalmente  para serem escravas e outras para serem livres.       

q    C.SEIGNOBOS (historiador Frances) 
q  Difundiu a idéia de que os negros eram inferiores e precisavam de tutela e a orientação dos povos brancos , exatamente como as crianças precisavam dos adultos.
q    NO BRASIL
 começou no período colonial, quando os portugueses trouxeram os primeiros negros, vindos principalmente da região onde atualmente se localizam Nigéria  e Angola.            

Ocorre racismo quando o outro é considerado inferior por suas características fenotípicas - por sua cultura e ancestralidade - e avaliado por estereótipos - por traços julgados como distantes em relação a um padrão culturalmente privilegiado                                                                                                

q  Para Valente
q   Preconceito racial – é idéia preconcebida suspeita de intolerância e aversão de uma raça em, relação a outra, sem razão objetiva ou refletida.
q  Discriminação racial – é a atitude ou ação de distinguir, separar  as raças tendo por base idéias preconceituosas.    


O Programa Nacional dos Direitos Humanos – considera o preconceito  como atitude, fenômeno intergrupal, dirigido a pessoas ou grupos de pessoas; é predisposição negativa  contra alguém; algo sempe ruim: predisposição negativa, hostil, frente a outro ser humano; desvalorização do ouro como pessoa, considerando indigno de convivência  no mesmo espaço, excluído moralmente.      

q  A DESCONSTRUÇÃO DA DISCRIMINAÇÃO NO LIVRO DIDÁTICO
q  No livro didático a humanidade e a cidadania, na maioria das vezes, são representados pelo homem branco e de classe média;
q   A mulher, o negro, os povos indígenas, entre outros, são descritos pela cor da pele ou pelo gênero, para registrar sua existência; 
        
q  A IDEOLOGIA DO BRANQUEAMENTO
q   Consiste numa representação negativa do negro e uma representação positiva do branco, que se alimenta das ideologias, das teorias e estereótipos de inferioridade/superioridade raciais...;  
q   Se efetiva no memento em que, internalizando uma imagem negativa de si próprio e uma  imagem positivo do outro, o indivíduo estigmatizado tende a se rejeitar, a não se estimar e a procurar aproximar-se em tudo do indivíduo estereotipado positivamente  e dos seus valores tidos como bons e perfeitos;   

q    A DESCONSTRUÇÃO DE ESTEREÓTIPOS DE:
q   INCOMPETÊNCIA -  pode estar na internalização da representação do negro como pouco inteligente, “burro”, nos meios de comunicação e material pedagógico, um estereótipo criado para justificar a exclusão no processo produtivo pós-escravidão e ainda na atualidade;    

q  FEIO, SUJO E MAU – a cor negra aparece com muita freqüência associada a personagens maus: “O negro associado à sujeira, à tragédia, à maldade, como cor simbólica, impregna o texto com bastante freqüência”. 
q   REFAZER FRASES
q   - “(...) querem ver que o demônio do negrinho tornou a cair...?”
q   - “(...) querem ver que o garoto traquino tornou a cair...?  

q  REQUALIFICANDO O CONCEITO DE POBREZA
q   De modo geral, o negro é representado nas ilustrações e descrito como pobre, miserável, uma vez que é descrito e ilustrado como esfarrapado, morador de casebres, pedinte ou marginal;

q  CORRIGINDO A AUTO-REJEIÇÃO
q   Os sinais da auto-rejeição são visíveis nos descendentes de africanos, bem como nos descendentes de indígenas aculturados na América Latina.
 As denominações e associações negativas em relação à cor preta podem levar as crianças  negras, por associação, a sentirem horror à sua pele negra, procurando várias formas de literalmente se verem livres dela, procurando a “salvação” no branqueamento.

q  Identificar e corrigir a ideologia, ensinar que a diferença pode ser bela, que a diversidade é enriquecedora e não é sinônimo de desigualdade, é um dos passos para a reconstrução da auto-estima, do auto-conceito, da cidadania e da abertura para o acolhimento dos valores das diversas culturas presentes na sociedade;   
q  AFRICANIDADES BRASILEIRAS
q   Ao dizer africanidades brasileiras  estamos nos referindo às raízes da cultura brasileira  que têm origem africana.
q   Todos nós comemos feijoada, cantamos e dançamos samba e alguns freqüentamos academia de capoeira. E isto, sem dúvidas, é influência africana.

FONTE: Superando O Racismo Na Escola
             Kabengele Munanga - Brasília - 2008 - 2ª Edição