domingo, 29 de março de 2015

O DILEMA DA EDUCAÇÃO CRITICA FORMATIVA

             O grande desafio da educação básica hoje, está em fazer das nossas escolas um local atrativo para o ensinar e o aprender, fazer da escola um espaço de integração com a comunidade na qual esta seja vista como a instituição mais importante do espaço na qual ela está inserida.
            No entanto a realidade na qual nos encontramos, nos remete a repensarmos nossa prática enquanto docente, enquanto discente, enquanto escola, enquanto comunidade e enquanto instituição. Elevar a auto estima de todos que fazem a instituição escolar, materializa-se no grande desafio da nossa educação, uma vez que a grande maioria dos nossos alunos vivem no seio de uma comunidade de baixo nível de escolaridade, que não têm a rotina da leitura e do acompanhamento sistemático dos resultados do ensino aprendizagem da escola na qual ela pertence, bem como docentes que emergiram na profissão de pára-quedas e gestores que não têm a experiência devida para a função.  
            Em nível nacional, o que se observa, é um catatal de planos e projetos que na teoria prometem a salvação do ensino brasileiro, mas que na prática sabemos que estes não visam mudanças significativas no ensino, tendo em vista que tais planos constituem-se em políticas secundárias e de promessas eleitorais vazias que não visam às reais mudanças que a educação básica necessita, mas que na prática visam  os interesses de uma elite que não lhes convém um povo educado, mas sim um povo alienado e apto para ser manobrado.
                 A quanto tempo se fala em melhoria do ensino público no nosso país?
                Diante destas e de muitas outras prerrogativas que não pode passar despercebido, é a política de desvalorização dos profissionais da educação, com um piso, podemos assim dizer, nunca  saiu do papel. Assim sendo...
               Qual a finalidade da educação básica em nosso país?
               Formar cidadãos críticos ou alienados?
        Nos é incentivado a levar os nossos alunos a terem gosto pela aprendizagem, pela investigação, pelo conhecimento, pelo novo...
            Diante do quadro estrutural das nossas escolas públicas, apesar de algumas melhorias, isso é irônico, se não cômico!
       Como incentivar o espírito crítico investigativo do educando sem uma biblioteca adequada, sem um laboratório de ciências, e com uma laboratório de informática ineficaz. A busca pelo novo  fica assim restrita ao livro didático nosso de todo dia e a destreza do docente em conduzir suas aulas.  
                Vale dizer também, que uma educação critica não se faz somente com as mais modernas tecnologias do momento, mas com criatividade e vontade de todos os sujeitos que desejam mudanças significativas na sua comunidade. Vale também acrescentar que, o  que está sendo criticado aqui,  são as inúmeras políticas públicas  voltadas para a melhoria do ensino:: pactos, plano, projetos, leis... enquanto o governo poderia investir em apenas uma: A VALORIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO EM PRIMEIRO LUGAR.
            Por fim,  o dilema da educação critica formativa hoje é formar governantes que tenham coragem de realizar essa valorização e implementar a melhoria que o  ensino público necessita, a fim de ressaciar a dívida social que o nosso pais tem para com educação.



Nenhum comentário:

Postar um comentário